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domingo, 28 de novembro de 2010

Natal chegando

Hoje é o primeiro domingo do Advento. Para os católicos começa agora um tempo de preparação para o grande dia em que comemora-se o nascimento do Menino Jesus. Esse tempo dura 4 semanas e termina com a chegada do Natal.

Como passei esse final de semana em Niterói, acabei assistindo a missa de hoje aqui na N. Sra. das Dores, no Ingá. Curioso! Acho que também passei o 1ª domingo do Advento aqui no ano passado, porque o padre falou quase as mesmas coisas na homilia. Como não estou sempre aqui, acaba marcando mais e lembro bem das sábias palavras dele. Claro que a temática do tempo liturgico favorece. Ele usou os mesmos exemplos e ainda que me parecesse um tanto repetido, isso não fez com que fosse menos relevante. Tudo muito pertinente, tudo que muita gente precisa ser lembrada. NATAL é uma ocasião muito importante e, da mesma forma que nos preparamos para receber uma visita importante, ou para fazer algo que seja importante para nós, mais ainda devemos nos preparar para a chegada do Natal. Preparar a casa? Sim, tudo bem. Mas acima de tudo, preparar o coração para receber o Menino Jesus que vai chegar. Limpar cada cantinho do coração, tirar tudo de ruim, toda a sujeira, que pode haver dentro dele. Porque para o Menino Jesus poder habitar em nosso coração precisamos dele aberto, limpo e cheio de amor.

Muita gente teima em esquecer quem é o verdadeiro dono da festa, o aniversariante, o real motivo desse dia existir. Para aqueles que não são cristãos, tudo bem! Fica o espírito de paz, de fraternidade, amor... Não faz sentido exigir de quem não compartilha da mesma crença que tenham a mesma visão. Para as crianças, sejam cristãs ou não, quem costuma ganhar projeção é o bom velhinho, o problema é quando esse senhor barbudo de roupa vermelha ganha mais atenção de muitos cristãos do que o Menino Deus. Por isso quero partilhar com meus poucos leitores uma imagem que achei na web quando pesquisava ilustrações para este post. Acho perfeita para ensinarmos aos nosso pequeninos quem é a figura realmente importante do Natal (além de ser uma gracinha =P). Vejam abaixo:


E para encerrar, que esse post já está grande demais, convido vocês para uma reflexão: já pararam para pensar na imensidão do amor que devia existir na família de Nazaré? Às vezes me pego pensando em como deve ter sido aquela noite. Chego a quase sentir um pouco do amor que devia reinar naquele local. Maria e José devem ter sentido algo inexplicável quando tomaram nos braços aquele bebêzinho tão pequenino e frágil, que estava sob os cuidados deles. Se o amor de mãe e de pai já é uma coisa que alarga o coração, que preenche todos os espaços, imagino quando o filho em questão é nada mais, nada menos que o próprio Cristo Jesus. Olho para figuras como esta e fico me imaginando lá, vendo essa cena ao vivo.


Espero que todos vocês possam preparar bem os corações para o Natal e viver esse tempo tão especial com amor, paz, respeito pelo outros, fé e esperança em um mundo melhor.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

3ª Feira Cultural de Saquarema

Lamentei não ter levado a máquina. Durante os dias 13 e 14 de novembro aconteceu um evento cultural em Saquarema que, confesso, não me inspirava grande empolgação. Ok! Quebrei a cara. Não vou dizer que foi perfeito ou algo assim, mas justiça seja feita, esta 3ª edição superou minhas expectativas e demonstrou que estão trabalhando para trilhar o caminho certo.

No meu ponto de vista, ainda precisam melhorar muito, fazer do evento mais que uma vitrine, um espaço de troca e reflexão. Coisas que vejo surgirem com o tempo e que podem vir a acontecer num futuro.

Infelizmente não pude acompanhar tudinho, tudinho, mas gostei do que vi. Muitas pessoas envolvidas, exposições, apresentações de música, dança, poesia. Senti falta do teatro (nos momentos que estive presente não vi uma apresentação sequer).

Foi muito bom ver os colégios envolvidos e é melhor ainda saber que para se apresentarem foi preciso, certamente, preparar tudo, pensar e viver cultura e arte durante uma boa parte do ano. Outra coisa boa foi ver as pessoas participarem de tudo, assistirem, interagirem. O espaço quase nunca esteve vazio e o público não ficava apético, embora demonstrasse uma certa timidez de vez em quando.

Uma das coisas que mais me encantou foi o Projeto Primeiro Passo. Como eu ainda não conhecia esse projeto? Foram várias apresentações de dança, com turminhas que iam desde pequerruchos fofos até bailarinas com sapatilhas de ponta. E c/ que alegria aquela molecada bailava! Não tinham figurinos (apenas a camiseta do projeto) e isso não importava. Importante mesmo era executar os passinhos. Pezinhos que aprenderam a caminhar nem faz tanto tempo, já se arriscavam a saltinhos e pontinhas do pé. LINDO mesmo!

Notei uma ou outra menina com o porte de bailarina profissional e temo pelo futuro delas. Dá uma dor no coração pensar que talentos assim podem ficar perdidos aqui sem chances de desenvolvimento, sem poderem ganhar o mundo. Vi também um menino que é um artista completo. Não consigo lembrar o nome dele, mas o garoto deu show no ballet clássico, dançou axé e ainda tirou onda cantando (que voz!) e interpretando diante da platéia e dos amigos que curtiam e brincavam com ele.

Mas nem tudo são flores e, como disse, ainda precisam melhorar em vários aspectos. Para a produção cultural e artística de Saquarema crescer, a população precisa ter mais contato com outras produções e outras manifestações artísticas. Senão, cada feira vai ser mais do mesmo. Não estou menosprezando a capacidade criativa das pessoas, mas, para criar coisas novas, é saudável ter contato com... coisas novas (rs). Por isso eu acredito que seria legal ter outros artistas e outras apresentações além das locais. Sei lá! Chamar um grupo de dança ou um coral de fora para interagir com a prata da casa, dar aos meninos a oportunidade de estar perto de profissionais que eles admirem e ao público a chance de fruir coisas diferentes.

Minha implicância maior ainda é com o deslie de "roupas recicladas" e o concurso Garoto e Garota Estudantil. Assim, eu sei e Priscila Ramos (do Canto Cult e do Moda Clipe) não me deixa esquecer, que MODA também é CULTURA, mas ainda me questiono sobre a relevância cultural desse desfile. Compreendo o trabalho que é projetar e fazer roupas com sacos, plásticos, garrafas pet, anéis de lata e tudo mais, não quero desmerecer as pessoas que batalharam tanto nisso, mas repito que me questiono sobre a relevância cultural e a justificativa para esse tipo de ação. Tantas outras coisas poderiam ser feitas no lugar desse concurso/desfile.

E para encerrar as críticas vamos ao vocabulário. Genteeee, se a idéia é melhorar a educação e a cultura da cidade como podem chegar no palco e sair comendo "S" nos plurais, escorregar nas concordâncias e mergulhar num gerundismo irritante. Sério! Chegou uma hora que eu estava quase tendo um treco! "Nós vamos estar apresentando", "Vocês podem estar se organizando", "Eles vão estar fazendo" e por aí vai. NÃO! Isso é o tipo de coisa que a gente NÃO deve falar. Muito menos tantas vezes seguidas. Assim como estou até agora irritada com a expressão "Cultura Carnavalesca". Outra coisa que me causou um estranhamento terrível. Assim, me corrijam se eu estiver errada... O carnaval é uma data festiva que faz parte do nosso calendário e se tornou uma expressão cultural. Carnaval enquanto cultura, ok! Cultura Carnavalesca? Hummm, talvez seja só implicancia minha, mas ainda soa estranho. Para vocês não?

O importante é que a Feira Cultural rolou e espero que outras atividades do tipo continuem acontecendo por aqui cada vez mais e com complexidade cada vez maior. Espero, de verdade, que não pare po aí. Que durante o ano de 2011 muitas atividades sejam realizadas e que não se resumam a micaretas e festas do tipo.

Vida longa para a CULTURA em Saquarema.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A semana mais tensa e mais intensa

Chegou a hora de vir aqui partilhar um pouco do que vivi na última semana. É tanta coisa que nem sei direito por onde começar... Vamos ver se consigo sem me alongar muito.

Segunda-feira (25/10), com a prova da Seleção do Mestrado no PPGCOM da UFF, teve início essa semana tensa como só. Mal pude dormir naquele dia. Acordei cerca de meia hora antes do programado. Era a prova mais importante da minha vida até então. E assim que terminei, começou a tensão da espera pelo resultado.

No dia seguinte, lá estavam as notas. E, junto com elas, uma grande alegria porque eu continuava na seleção. Próxima etapa: Entrevistas. Mais nervosismo. Se fazer uma prova já era tenso, entrevistas então, nem se fala. Foram dois dias com um frio na barriga que não passava de jeito nenhum. Enfim, depois de todos, chegou a minha vez. Entrei nervosa como só, mas saí viva de lá (rs). Agora, mais uma espera.

Quando saiu o resultado final quase não conseguia acreditar. Parecia um sonho lindo do qual eu não queria acordar nunca. Contei para meus pais, que ficaram tão felizes que não tenho como descrever. Comecei a contar para os amigos que tanto acompanharam cada passo, e as reações deles foram alegrias tão grandes quanto o resultado que eu tinha acabado de conquistar. Recebi tanto carinho de pessoas tão queridas que nem sei como retribuir, se é que é possível essa retribuição.

Nesse meio tempo (desde quando as notas dos projetos foram divulgadas) eu pedia aos amigos para torcerem e rezarem por mim. Acho que mobilizei uma pequena, porém fiel, legião. Todos me dando força, me dizendo para ficar calma, me ajudando a acreditar em mim. Palavras carinhosas, abraços, olhares de confiança... que me acalmaram, ajudaram a extravasar o nervosismo quando preciso, agiram com paciência diante do meu estress e compreensão com a minha dificuldade de pensar em qualquer outra coisa que não fosse esse processo seletivo... Tive contato com todas essas manifestações de carinho e amizade que nunca esquecerei.

Por isso, resolvi usar este cantinho que é só meu para agradecer, do fundo do coração, pelas mensagens de Parabéns que recebi. Pelos "huhullllssss", os "Aêêêêêêssss", os "Ebaaaaaaaassss" e todas as outras expressões de festa e alegria por uma conquista tão desejada e tão árdua.

Mega brigadão pessoal!!! Saibam que estou absurdamente feliz. Que era o que eu mais queria. E que teria sido muito mais difícil sem o apoio de vocês.

Duas formas de felicitação me tocaram de forma especial. E vieram de um grupo de pessoas muito querido e específico. Caso leiam, eles saberão que falo deles. Foram as frases no estilo: "Muito orgulho de você!" e "Você merecia!". Depois de tanto esforço e de, por vezes, não acreditar que era possível, ouvir e/ou ler frases como essas me fizeram ainda mais feliz. Vocês foram fundamentais em todo o processo e continuarão sempre sendo fundamentais em toda a minha vida!!!

Por fim, claro que não poderia faltar o agradecimento mais importante... Àquele que me acompanhou no mais íntimo, que me ouviu e por tantas vezes acalmou meu coração aflito das mais diversas formas: Deus. Obrigada por ter me sustentado e por ter colocado tantas pessoas queridas no meu caminho!! =)

PS: Sinto que nas últimas duas semanas eu cresci como pessoa e amadureci o equivalente a alguns anos. E, sabem? Isso é bom!

domingo, 19 de setembro de 2010

Decisões musicais

Enfim, abandonei a preguiça, resolvi colocar os dedinhos para trabalhar e aqui estou. hehe

É que desde sexta tenho umas idéias para partilhar com vocês e não estava com ânimo para vir digitar. Mas chegou o momento e aqui estou eu.

Sexta-feira foi um dia diferente, cansativo e, no fim das contas, muito válido. Depois de fazer uma importante inscrição, fui para o Centro do Rio (Ah! O Centro! Sempre o Centro. rs). Precisava procurar uma peça para material lá do trabalho e, por conta disso, entrei em váááárias lojas de equipamentos de som (Quase uma missão impossível, porque aquele negócio não é vendido em lugar nenhum). Bem... depois de visitar milhões de lojas, meu saldo foi... 2. Sim! Apenas duas tinham a tal da peça.

Visitar tantas lojas desse tipo foi algo que mexeu muito comigo... Equipamentos de som, instrumentos musicais, música, música, música... Uma paixão de longa data que sempre fica guardada em um canto do meu coração, quietinha lá, esperando que eu dê a ela espaço para se desenvolver. E eu? Bem, eu sempre freio, adio, escondo. Mas sabem quando chega aquele dia que você resolve tomar decisões do tipo "mudança de vida"? Eu estava assim. Pensei em um monte de coisas que quero, preciso e vou mudar na minha vida. Me decidi pela felicidade, por me deixar ser mais livre, mais feliz... e para isso preciso mudar algumas coisas que vou tratar de resolver o quanto antes.

Uma delas eu já começei a resolver na sexta-feira mesmo. Fiz uma compra que venho adiando há mais de 10 anos. Já planejei, desisti, planejei de novo, abandonei... Só que agora decidi de vez! Comprei uma estante para meu teclado. Bobeira, né? Coisinha mais banal, não? Pode parecer. Mas, para mim, significa muito.

Teve uma época na minha vida (lá pelos 13 ou 14 anos, acho) que eu era doida por piano e teclado, queria muito ter um e aprender a tocar. Um dia, no meu anivarsário, acordei com um pacote, quase do meu tamanho, ao meu lado na cama. Era um teclado Cassio de 4 oitavas que meu pai me dava de presente. Imaginam a minha alegria. Nossa! Como eu sonhava com aquilo. Achava que era só abrir e meus dedos saberiam o que fazer. É!... Não souberam! rs

A partir daí foram dias e dias com revista de banca de jornal, teclas adesivadas, notas decoradas na cabeça (para não ter que olhar para o papel porque tinha que olhar para as teclas), tentando, e por vezes conseguindo, fazer alguma melodia sair (ao menos com a mão direita. Porque a esquerda, coitada... sempre dava nó - rs). Era assim e sempre com o teclado em cima de uma mesa, voltando para a caixa em seguida. Dava um trabaaaalho!

Muitos anos depois, resolvi fazer um curso livre de teclado na Biblioteca Estadual, lá no Centro (olha ele aí novamente), perto do campo de Sant'anna. Logo na primeira aula, deixei claro para a professora: "Minha mão esquerda não funciona! Não dá! Não consigo! Só toco com uma mão." Ela, sem entender nada: "Mas você tem algum problema? Algum tipo de deficiência? Sua mão parece normal." Ao que eu respondi: "Ela é normal. Sáo não consegue ir para um lado quando a direita vai para o outro". A professora riu e me garantiu que, com o tempo, isso seria resolvido e eu veria como elas conseguiriam se entender.

Assim comecei minhas aulas. E até que me saía bem. Todos os dias eram pelo menos 2 horas em casa. As teclas do meu teclado se livraram dos adesivos e eu não precisava mais decorar as notas porque minhas mãos aprenderam onde ficavam as teclas e meu olhos podiam ficar atentos à partitura.

Sim! Eu aprendi a ler partitura! Apesar de ter sonhado com a parte prática do curso enquanto fazia exercícios de teoria musical, achava o máximo conseguir entender aquelas linhas com os símbolos que antes não significavam nada para mim.

Durante esse tempo, meu tecladinho não voltou mais para a caixa, mas também não tinha um lugar adequado. Sua "estante" era minha escrivaninha e eu voltei a prometer um cantinho para ele, sem nunca cumprir com a promessa.

Chegou o fim do ano e eu toquei "Noite Feliz", com as duas mãos, no recital do curso. Aconteceu depois de alguns problemas que quase me fizeram desistir de tocar (mal tinha entrado direito no mundo da música e a sensibilidade de artista já tinha me dominado. Foi no melhor estilo "crise de artista" mesmo, com direito a lágrimas e tudo. Pura pressão psicológica somada à falta de autoconfiança. Mas vamos deixar isso para lá). Em seguida tive que abandonar o curso por conta dos estudos, que estavam exigindo muito de mim. O pobre tecladinho voltou para a caixa e de lá só saía quando a saudade apertava muito. Geralmente no Natal. Até que... nem no Natal saía mais.

Pois bem... Depois de muitos anos, resolvi que vou libertar novamente meu amigo e voltarei a encontrar com ele. Sei que minhas mãos vão levar um tempo para lembrar as posições das teclas, os caminhos das melodias e o andamento de cada música. Sei que minha mão esquerda novamente vai me dar um trabalhão para seguir caminho diferente do que direita seguir. Mas estou disposta a tentar. Quero voltar a sentir a melodia atravessar minha alma. Quero deixar meus ouvidos encontrarem as notas e a harmonia de cada música. Quero fazer a música na minha vida transcender de seu atual estágio acadêmico para o prático. Quero continuar estudando música pelo viés da teoria crítica da academia, mas também quero estudar as notas, os compassos, os ritmos, andamentos e tudo mais.

O tecladinho de 4 oitavas pode até dar lugar a um de 5 oitavas em breve. Tudo depende de mim. Do quanto vou me dedicar, de como vou conduzir essa decisão na minha vida. Se eu conseguir, de fato, caminhar com este propósito, posso até procurar um novo curso e avançar ainda mais. Agora não tenho como garantir nada, mas prometo que separarei alguns posts aqui para contar como andam as musicalidades.





Agora que já sabem um pouco dessa história...
Conto com a torcida de vocês!!! ;)

domingo, 29 de agosto de 2010

90 anos de pessoa importante merece um post

Gente, meu Vô completou 90 anos essa semana. Mais precisamente dia 26. Pode parecer besteira fazer tanto barulho, afinal são só 89 + , ou 91 - 1, não importa! Fato é que mais 10 fica 100. E eu me pego pensando... "Meu Vô tem quase um século e se em 10 anos o mundo muda de uma forma absurda. Imaginem em 100. Penso na quantidade de coisas que ele viu surgir. Coisas que ele nem entende, mas viveu os tempos de sua criação. E as coisas que ele viu sumir. Nossa! Tantas que nem ele deve lembrar mais. A sociedade mudou, o jeito que as pessoas pensam mudou, a forma como agem, as relações umas com as outras. Foram muitas transformações nesses 90 anos.

E se pensarmos na vida dele... Um menino que nasceu numa aldeia lá em Portugal, veio tentar a sorte no Brasil deixando esposa e filhos lá para mandar trazer depois, passou necessidade, trabalhou muito e conseguiu melhorar aos poucos até ter condições de viver sem grandes apertos. Um pai severo, mas que sempre amou os filhos, do jeitão dele. Viu seus filhos crescerem, casarem e os netos chegarem. Tornou-se um Vô babão (hehe). Completamente apaixonado pelos pequeninos que conseguiam dele coisas que ninguém imaginava (Minha mãe conta que eu brinquei de cavalinho com ele. Ela quase não acreditou quando o viu no chão com a netinha (eu) montada em suas costas). Ele soube (e sabe) com todas as qualidades e defeitos de um ser humano como tantos outros fazer da sua vida uma bela passagem pelo mundo.

A partida da minha Vó, esposa, companheira e amada, foi uma fase muito dura e até hoje quando a lembrança bate forte, traz lágrimas ao olhar. Normal! Não somos feitos de pedra, nem ele. Mas mesmo com todas as turronices típicas dos casais daquela época, sei que eles se amaram (e muito!). Passado o período mais difícil e com o apoio da família ele seguiu enfrente e alcançou essa linda idade que comemoramos hoje.

90 anos! Ai como quero chegar até lá! Com saúde e lucidez. Sim! Porque meu Vô é lucido. Turrão e lúcido (rs). Volta e meia a gente diverge em opiniões. E só uma pessoa lúcida é capaz de formular argumentos para debates como os que temos. hehe

Que Deus abençoe cada segundo da vida dele! E que Ele nos conceda a graça de ter a alegria de celebrar em grande estilo o centenário do Sr. Abel.

Sei que dificilmente ele vai ler isso aqui (é lúcido, mas não conectado. hehe), mas quando o amor é grande tem que ser expandido, divulgado, partilhado... Então...

EU AMO O MEU VÔ ABEL DE MONTÃO!!!! =D