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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Espinho

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"O menino bobo chora e esperneia quando a mãe carinhosa lhe espeta um alfinete no dedo para lhe tirar o espinho que lhe encravou... O menino ajuizado, talvez com os olhos cheios de lágrimas
– porque a carne é fraca –, olha agradecido para a sua boa mãe, que o faz sofrer um pouco para evitar maiores males.
– Jesus, que eu seja menino ajuizado"

(São Josemaria Escrivá – FORJA, nº 329)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Eles vêm e vão... enquanto nós ficamos

Esse post é especial. Fala de umas criaturinhas que andam pela minha cabeça essa semana. Muitos já entraram e saíram da minha vida desde que comecei aqui no trabalho. Falo dos nossos bolsistas.

Quando comecei, as pessoas com as quais mais convivi foram os bolsistas (que muitas vezes chamamos de estagiários). Não sei se por me identificar com eles, ou pelo meu jeito forever young, I wanna be forever young, só sei que eu parecia mais um deles do que uma funcionária. Lembro (e me divirto contando) do dia que uma descobriu que eu não era bolsista, mas sim funcionária. Foi muito engraçado! Eu era tão próxima deles que ninguém notava. Fui confundida várias vezes. E sempre curti isso. Tudo bem que perdia uma certa "imposição de respeito", mas quem liga? Eu nunca me importei.

Hoje isso já não acontece mais, não sou mais recém chegada e "os meninos", como costumamos chamá-los, já não me confundem mais. Hoje recebo currículos e acompanho processos seletivos quando é o caso, já entrevistei candidatos e já recepcionei selecionados, apresentando tudo e todos.

Eles chegam, aprendemos a conviver com eles, ensinamos algumas coisas, trocamos experiências, crescemos juntos e, sem mais nem menos, chega uma hora que eles partem. Sentimos as despedidas, mas sabemos que continuarão crescendo e isso nos conforta. Afinal, esse é nosso objetivo: que eles voem. Nosso papel é ajudar na formação, contribuir nos primeiros passos profissionais, fazê-los crescer, fortalecer suas asas e deixá-los ir quando chegar a hora.

Esse mês completo 5 anos de casa (parece que foi ontem) e os bolsistas continuam indo e vindo, essa semana mesmo nos despedimos de um. Claro que sentimos sua partida (até pq esse era membro do clã*), mas ao mesmo tempo nos alegramos em saber que foi para algo melhor, que vai permitir outras experiências e mais crescimento ainda. Foi bom, como sempre é em cada despedida, ouvi-lo dizer que aprendeu muita coisa aqui. Se esse lugar não servisse para ensinar algo não valeria a pena existir.

E tem outra coisa muito boa nisso tudo. O tempo passa e (viva a internet!) a gente vê até onde chegaram e onde mais podem chegar. Ficamos sabendo das formaturas, do sucesso profissional, do amadurecimento pessoal (É! Tem gente que já é até mãe.), das viagens, das aventuras. É bom quando eles partem, mas não partem tanto e a gente ainda esbarra com eles pelos corredores, pelo campus, pela vida. É bom quando eles aparecem para pegar um documento ou fazer uma visita! É bom quando a gente se fala pelo facebook (Sim! Nessas horas amo muito o Facebook!). Enfim, é bom saber que eles levam um pouco de nós e deixam um pouco de si aqui conosco.

Hoje chegamos ao ponto de formar uma família com essas pessoinhas da atualidade, ao ponto de nos tratarmos como irmãos porque temos uma mãe aqui que sai adotando todo mundo. E quando entra para esse status fica ainda mais difícil desapegar, tanto que tem gente que já saiu, mas volta e meia está por aqui (né, Monique? rs).

Bem... para encerrar o post antes que eu fique ainda mais sentimental, uma foto do ano que entrei, com os primeiros bolsistas que conviveram comigo. Turminha super querida.


 Todo mundo com carinha de bebê! Nem vou falar que a pessoa que pensou que eu também era bolsista está nessa foto. hehehe

Que venham mais! E que eles também voem qualquer hora dessas.

OBS: Eu não digo que amo essas criaturinhas? A escrita desse post foi subitamente interrompida pela chegada de dois deles que logo iniciaram uma longa conversa sobre os mais diversos assuntos, passando de um para outro, de coisas sérias a enormes futilidades. E que nos fizeram das boas risadas.

                                              
* Piada interna - aqueles que não convivem conosco provavelmente não vão entender. Desculpem usar, mas é necessário. rsrs

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

No cinema e na TV


De volta, depois de muito tempo, para falar de cinema.
E a dica é GRAVIDADE. Sem spoilers? Ok! Posso dizer que é possível fazer um bom filme com apenas dois atores e muitos efeitos especiais. Perdi o fôlego várias vezes, mergulhei fundo na obra e sentia como se fosse eu lá, flutuando no espaço. Os dois atores são uma ótima combinação: Sandra Bullock e George Clooney. Vale a pena assistir. Não vou comentar mais para não atrapalhar aqueles que preferirem correr no cinema antes que saia de cartaz, mas como o filme valeu para além dos efeitos especiais, deixarei aqui as palavras da Sandra Bullock sobre a experiência:
"E percebi que a vida é tão repleta de barulhos, de tecnologia e coisas acontecendo, que não temos mais silêncio e solidão. Então eu acho que foi muito bom para mim, porque vi que há várias coisas que não importam e nas quais eu não devo pensar mais. No final das contas, fico feliz por ver o Sol brilhando, por poder falar com as pessoas e me relacionar com elas. Então, foi uma experiência difícil, mas, provavelmente, uma das melhores experiências que já tive"
Vale pensar em como lidamos com o silêncio. Fica a dica!
 

E essa semana também teve “O Turista” na TV. Às vezes a Globo quebra o nosso galho e coloca coisas legais no ar. E lá vamos nós para outra dupla dinâmica: Angelina Jolie e Jhonny Deep. Mas nesse caso com um elenco vasto.
 
E o que falar sobre ele? Instigante!
Gostei! Divertido e desafiador ao mesmo tempo. Confunde o expectador e prende a atenção.

O mais legal de ver os dois filmes na mesma semana foi notar o quanto são diferentes e parecidos. No fim o jogo que eles fazem é o mesmo. Mas para entender que jogo é esse só vendo os filmes.
 
 
Dica dada! Divirtam-se!

sábado, 9 de março de 2013

Uma caixa chamada JMJ


Mais um post. É! Acho que reanimei. hehe
Dessa vez é para contar uma história muito legal, que aconteceu já faz um tempo...
Ano passado estive em Portugal com meus pais. Foi a primeira vez que regressaram ao país onde nasceram, depois de mais de 50 anos morando no Brasil. Sem sombra de dúvida foi “a viagem das nossas vidas”! Acho difícil fazermos outra viagem como aquela. Ainda que voltemos lá, não será igual. Foi o primeiro reencontro com um passado muito distante. Conhecemos parentes, revivemos histórias. Eu então, nem se fala. Viajei num passado que nem era exatamente meu, mas que chegou a mim “por tabela”. As histórias, os causos, os lugares, as paisagens, tudo remetia a uma vida que eu não vivi, porém me sentia como se tivesse vivido. Aliás, na verdade, estava vivendo naquele momento. Inesquecível!
Lá pelos últimos dias, quando já estávamos prestes a regressar, fomos uma segunda vez a Santo Tirso (terra de minha mãe). Visitamos a cidade com mais calma e fomos conhecer o interior do mosteiro, lugar que minha mãe lembrava-se de ir quando criança. Lá dentro, entre fotos e observações, vimos um senhor abrir a sacristia para mostrar umas obras de arte que estavam lá dentro, mas outra coisa tomou toda a minha atenção: uma caixa chamada JMJ.
Quase saltei de alegria ao ver a caixinha com a logo da JMJ Rio. Era um cofre para as pessoas fazerem doações e ajudarem os jovens da paróquia local a virem para a JMJ. Foi a única ação mais efetiva que vi acerca da JMJ durante a viagem.
Não me contive! Eu precisava estabelecer algum contato. Escrevi um bilhete e coloquei na caixa. Lá estava escrito que eu era do Brasil, tinha família em Portugal e estava aguardando a Jornada, dentre outras coisas. Coloquei também meu email, caso quisessem fazer contato.
Muitos dias se passaram sem que nada tivesse chegado até meu email. Voltei para o Brasil e já tinha até desistido de receber alguma coisa, quando um dia abro minha caixa de entrada e me deparo com uma mensagem cujo assunto era “Uma caixa chamada JMJ”. Cheguei a pensar que era alguma ação promocional do COL ou coisa assim e abri o email. Quando comecei a ler, qual não foi minha surpresa. Era sobre o meu bilhete. O cofre tinha sido aberto e meu bilhete encontrado. Felicidade grande! Mas não acabou ali.
Respondi o email contando mais um pouco da minha história e da história da minha família, falando dos lugarejos onde minha mãe morou. Passado um tempo, recebi outro email, agora de uma menina dizendo que tinha família num desses lugarejos e perguntando se minha mãe não conheceria o avô dela, porque ele era o único padeiro do lugar. No mesmo momento respondi, porque a minha bisavó era a única padeira dali. Eu brincava com ela dizendo que era capaz de sermos primas. Ao falar para minha mãe o nome do avô dela a resposta imediata foi “É meu tio”. Quando ela respondeu meu email colocou os nomes da minha bisavó (que também é dela) e da minha avó. Sim! Nós somos primas. Não somos primas diretas, mas somos primas!
Foi uma pena que eu já estivesse de volta ao Brasil e nós não nos conhecêssemos antes. Teria sido muito legal conhecê-la pessoalmente lá. Ainda bem que a ação da JMJ não parou por aí. Continuamos mantendo contato e em julho ela vem ao Rio para a JMJ. Mal posso esperar para nos conhecermos pessoalmente.
E foi assim que, graças a “uma caixa chamada JMJ”, eu encontrei uma parte da minha família que não conhecia, nem tinha contato. Mais um pedacinho da minha história veio ao meu encontro. Bendita JMJ que agrega jovens, povos e famílias! =)

segunda-feira, 4 de março de 2013

É bom...


É bom regressar!
É bom rever o povo, as crianças e o meu lugar!
É bom ganhar abraços apertados de saudade, sorrisos de carinho e palavras de afeto!
É bom sentir o cheiro do mar e ouvir o som da brisa balançando as árvores!
É bom estar aqui e sentir mais uma vez que esse é o meu lugar, que eu posso ir para longe ou mesmo ficar distante (ainda que estando perto), mas sempre volto e sempre me reencontro aqui, no alto daquela colina, dentro daquela casa que a todos acolhe.
Enfim... É bom o que sinto aqui e agora!


(Sábado, 02/03/2013)