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quinta-feira, 14 de junho de 2012

E quando NÃO sobra um tempo?

Andei falando e pensando muito neste meu cantinho aqui ultimamente. Tanto que, mesmo não sobrando tempo, resolvi dar uma pulinho para matar a saudade.

Fico pensando em quantas vezes elaborei mentalmente textos para escrever aqui e no Bora Viajar Povo! (meu blog sobre viagens e minhas "aventuras" nelas), mas não consegui materializá-los. Tem acontecido tanta coisa na minha vida que nem consigo parar para vir partilhar um pouco esses acontecimentos. hehe

E tem coisas que queria tanto contar e analisar por aqui. Por exemplo, o Ballet A Criação que fui assistir no MEU Theatro Municipal do Rio de Janeiro (rsrs). Queria muito comentar aqui, fazer minhas considerações e tudo mais. Só que não vai dar. Ficará para uma próxima.

Não estou reclamando! Estou muito feliz! Muito mesmo! Com tudo que tenho feito. Cada atividade, cada tarefa me ajuda a crescer, me ensina, traz pessoas queridas e especiais para a minha vida e para mais perto de mim. Só que isso tudo se torna prioridade e o meu cantinho aqui acaba ficando meio de lado.

Só posso deixar é um "Estou aqui" para meus queridos dois ou três leitores e esperar que venham tempos mais tranquilos para que eu consiga postar com mais frequência. ;)

quinta-feira, 22 de março de 2012

MEDO

 

O título deste post tem rondado um bocado a minha cabeça e a minha vida ultimamente. Tenho refletido bastante sobre isso nos últimos tempos. Percebi o quanto esse sentimento pode ser um problema na nossa vida. Já pararam para ver como o medo pode complicar as coisas? Já notaram em que medida ele pode ser congelante e nos impedir de dar passos importantes?

Pois é! Adimiro as pessoas corajosas que conseguem se lançar frente aos desafios da vida, que encaram as situações novas sem maiores problemas, que não ficam tão apreensivas diante do desconhecido. Essas pessoas que conseguem se arriscar, digamos... "numa boa!", acabam tirando um grande proveito disso e vivendo as mais diferentes experiências, lidam melhor com as dificuldades, tendem a encarar a vida mais positivamente e geralmente aprendem a sair das "roubadas" com maestria.
 
Tudo bem que o medo também tem seu lado positivo e pode ser muito útil. Afinal, de certa forma, ele nos protege do perigo, já que, ao sentirmos medo, acabamos por evitar algumas coisas que podem resultar em graves problemas. Ele nos impede de fazer escolhas que coloquem em risco a nossa segurança ou o nosso "conforto" (no sentido de bem-estar), aquilo que nos permite tranquilidade, estabilidade.

Nesse meu pensar sobre o medo consegui distinguir dois tipos, embora acredite que seja possível encontrar muitos outros. São eles: o medo do novo e o medo de errar. Cada qual a seu modo, eles podem nos impedir de tomar importantes atitudes.
 
Quando temos medo do novo, do desconhecido, tendemos a perder a oportunidade de viver coisas novas, conhecer pessoas e lugares, ter abertura para lidar com situações que podem ser muito engrandecedoras. Isso porque achamos que, de alguma forma, a experiência pode ser ruim, os caminhos podem ser difíceis, as chances de dar errado são grandes... Enfim, uma pessoa com medo adquire uma capacidade incrível de imaginar o pior.

Já no caso do medo de errar, encontramos uma autocrítica muito forte, que acaba congelando até mesmo as potencialidades que a pessoa tem dentro de si, porque ela tem tanto medo de ser condenada por seu erro que não se permite tentar. E existem coisas que a gente só pode saber se vão dar certo tentando. Neste caso, o medo gira um pouco mais em torno do outro, do que o outro vai pensar, de como será a recepção do outro para aquilo que a pessoa vai fazer. Claro que tem a porção de preocupação própria, mas tenho a sensação de que a opinião do outro conta mais. Vamos exemplificar... Pensemos em comida... Quando fazemos uma receita nova, se não der certo e fizemos apenas para nós mesmos é uma coisa, mas se era uma recepção para amigos ou familiares a coisa muda. Aliás, essa preocupação em não arriscar uma receita nova  acaba somando os dois medos de que estou falando, o medo do novo e de errar.

Por isso uma boa solução talvez seja dar pequenos vôos "seguros". Como uma ave que começa a sair do ninho. Ela não voa alto e nem longe. É aos poucos, acompanhados pelos pais, que os filhotes de passarinho começam a voar. Mas o importante é que seja dado este passo de ir, se possível, e de preferência, que seja um passo dado por conta própria, sem a necessidade daquele empurrão que aparece nos desenhos animados de vez em quando (rs - embora algumas vezes ele seja necessário).

Acho que encontrar a medida certa de medo para cada situação é que me parece o grande segredo. Nem se apavorar demais e se deixar congelar, nem se lançar totalmente no escuro sem medir as consequências. Isso se chama EQUILÍBRIO. Uma qualidade muuuito difícil nos dias de hoje, mas que vale a pena tentar alcançar (sem medo! rs).

Outro dia recebi a seguinte frase: 

"Quando notamos que estamos com muito medo, é sinal que precisamos aumentar nossa confiança em Deus!" (Santo Padre Pio de Pietrelcina)

Tenho meditando sobre ela! Para mim, pela fé que vivo, faz todo o sentido. É assim que busco o meu equilíbrio. E vocês?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como pude esquecer da providência divina?




Hoje me dei conta de que quase esqueci da providência divina.

Ganhei uma carona e durante o trajeto tive uma conversa que, embora parecesse simples, me levou a refletir um bocado...

Ontem eu deixei de viver um encontro legal com o pessoal de Niterói. Eles tinham marcado um Luau "Esquenta JMJ" para dar um gás na galera e já ir preparando para 2013. Eu estava louca para participar! Era para ter acontecido na semana passada, mas rolou ontem por causa da chuva. Quando soube do adiamento fiquei toda contente porque, desta forma, eu poderia ir. E pude! Mas não fui. Fiquei com medinho, preocupada sobre como voltar para casa, pensando que ia voltar sozinha...

Nesta carona de hoje soube que teria, sim, formas de voltar. Pessoas para voltar junto, carona etc e tal. Soube que "o pessoal que tem carro sempre leva, já pensando em dar carona". Tinha esquecido da caridade. Andei vivendo tanto sem experimentá-la em alguns ambientes, que esqueci que ela existia. Caridade do tipo que eu mesma faço e que, infelizmente, por vezes, também deixo de fazer. Esqueci que já vivi num tempo em que eu confiava cegamente que Deus ia me ajudar a voltar para casa, não importava onde eu fosse, porque era por Ele que eu ia. Ah! As "missões" com o Terço da Misericórdia da Rádio Catedral... Eram assim! Eu ainda nem trabalhava lá, mas ia sempre, como voluntária. Já me sentia parte da equipe e sabia como funcionavam as coisas.

Tinha vezes que era o Terço e outras que eram eventos nos quais a Rádio ia fazer divulgação. Muitas vezes eu saí de casa sem nem saber direito onde era o local. Tentava descobrir como chegar e simplesmente ia. Sozinha! Quando minha mãe perguntava como eu ia voltar, a resposta geralmente era: "Não sei! Quando chegar a hora eu vejo. Deus dá um jeito. Ele providencia."

E foi assim todas as vezes! Sempre consegui voltar sã e salva para casa. Em geral, de carona com o pessoal da Rádio ou com alguém que também ia para a mesma região. De um jeito ou de outro, Deus nunca me deixou na mão. Depois da primeira ou segunda vez, passei a ir sem medo. Já saía de casa na certeza de que Ele me ajudaria a voltar. Eu até ia prevenida para chamar um táxi ou pedir socorro ao meu pai, mas simplesmente não era necessário.

Pena que esse tempo passou, eu vivi outras realidades e acabei esquecendo como era, esqueci da providência divina. Outro dia me dei conta que nem o Terço da Providência, que eu gostava tanto, tenho rezado mais. Ainda bem que Deus sempre está por perto e tem um jeitinho todo dEle de nos revelar seu amor. Como sempre, na simplicidade, nas pequenas coisas. Foi o que aconteceu hoje. Me arrependi muito de não ter me lançado, simplesmente encarado o medo e ido para o Luau. Mas penso também que talvez, se eu fosse, Deus podia agir, providenciar meu retorno e eu nem perceber Sua ação. Apesar do meu "erro", algo de bom pôde ser extraído, Ele me levou a refletir, pensar na providência.

Só espero agora, manter o firme propósito de não voltar a esquecer novamente.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Silenciar para poder ouvir

No dia 22 de janeiro de 2012 redigi o texto abaixo. Comecei pensando em postar aqui no meu cantinho internético, mas depois achei que não era o caso, que talvez fosse algo muito íntimo para publicar na rede. Mandei para dois amigos muuuuito especiais e um me disse que na sua opinião eu deveria publicar. Pensei... Pensei... Pensei... e decidi dividir esta experiência com vocês. Então... Lá vai!

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Vocês que me conhecem... Conseguem imaginar esta pessoa sem poder falar por 2 dias seguidos?

Não! Não foi dor de garganta, nem protesto ou coisa assim. Nos dias 06, 07 e 08 de janeiro participei de um retiro. Até aí tudo bem! Retiro é algo que volta e meia muita gente faz. Agora, retiro de silêncio, já é uma coisa menos comum. E assim foi o retiro que participei. Um retiro vocacional organizado pelo CAOV (Arquidiocese de Niterói). Foram dois dias olhando para dentro, calando o interior para tentar ouvir a voz de Deus dentro em mim. Pensam que é fácil? Não! Definitivamente, não! Vivemos num mundo agitado e barulhento demais. Ouvimos tudo, menos os sussurros divinos. E, como Deus é manso, dá para imaginar o tanto que Ele deve falar sem que a gente note, não é?

Por isso o retiro foi tão importante para mim. Já estava mais do que na hora de aprender a refletir, meditar, aquietar... Faltava inclusive reaprender a rezar, conversar com Deus de verdade, no íntimo do meu ser. Muita coisa mudou de lá para cá. Não foram mudanças radicais no sentido mais comum da palavra. Posso dizer que se trata de uma radicalidade interna, mudança que começa dentro de mim e, aos poucos, vai se externando em atitudes, comportamento e palavras. Minha rotina pessoal foi diretamente afetada por estas mudanças, algumas coisas simples ficaram muito difíceis e outras que pareciam difíceis ficaram simples. Estas últimas semanas foram especiais! Passei a participar da missa diariamente, com comunhão diária. Tão bom receber Jesus todos os dias!!! Queria que continuasse assim! Infelizmente é provável que não continue exatamente como tem sido, porque estava vivendo estes momentos em Niterói que tem uma Igreja pertinho lá de casa. No Rio é mais difícil e devo ficar lá esta semana toda. Mas ainda assim, farei de tudo para manter ao máximo essa intimidade que tenho cultivado com Deus através das orações. Tenho tentado manter uma rotina mais orante, com a Liturgia das Horas todos os dias.

Quando penso em quantas pessoas perdem essa oportunidade de se aproximar mais de Deus... Muitos não sabem como faz bem! Vivemos um tempo em que anular-se é erro. As pessoas querem estar em destaque, querem ser importantes, querem que o mundo exista para elas. No momento em que deixamos o amor falar, calamos o nosso querer, deixamos de lado todas essas coisas, vemos que imensa alegria invade a alma. É sério! Libertar-se da necessidade de ser mais e deixar Deus ser Deus é a melhor experiência que alguém pode fazer.

Queria que o mundo inteiro pudesse experimentar a presença viva e verdadeira de Deus, que mesmo diante das minhas fraquezas tem se mantido incansável em me revelar Seu imenso amor. São tantas as obras maravilhosas que faz com suas mãos, tantas graças que derrama sobre nós!

O retiro não me trouxe nenhuma resposta exata sobre a minha vocação, também não me preocupo com isso, pois aprendi lá que o discernimento é um processo, que não é assim como num passe de mágicas. Por outro lado, me deu indicações que, ao menos por hora, me são suficientes. Ainda não sei exatamente quais são os planos de Deus para mim, mas tenho certeza de que são os melhores e que estou disposta a descobri-los para tentar executá-los, sabendo sempre que Ele vai me conduzir a cada passo, eu só preciso deixar!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Olha 2012 chegando aí, gente!

"Mais um ano vai, outro ano vem..."  - Quem lembra desse jingle? Eu tenho uma certa fixação por comerciais. rs

Propagandas a parte, vim falar do fim do ano. Sei que pode parecer meio clichê, mas acho que esse tipo de festividade tem certos efeitos um tanto padronizados em nossas consciências. Encerrar um ano me faz olhar para ele, mirar o que passou, os momentos que vivi, o que foi bom e o que não foi. E 2011 foi um ano tão cheio, intenso, surpreendente. Provou para mim a importância do planejamento. Gente, eu fui para a JMJ em Madrid!!!!!! Esse foi o auge do ano e trouxe desejos novos para 2012.

Na viagem para a JMJ pude visitar um pouco do país de onde meus pais vieram (Portugal) e fiquei louca de vontade de voltar lá, dessa vez com eles. Se tudo der certo, um dia nós iremos. Talvez em breve. E essa coisa toda, junto com as aulas de Memória no PPGCOM, me levaram a começar pequenas incursões na história da minha família. Conversas com minha mãe, meu pai, tios e meu avô estão me levando a conhecer fatos, lugares e pessoas que, na verdade, constiuem a minha própria história, são as minhas origens, de onde venho. Por muito tempo ouvi histórias assim e, apesar de sempre achar interessante, não sentia tanta necessidade de registrar, de saber mais, talvez por não perceber que se perderiam com a partida daqueles que as contam.

Domingo, dia de Natal, fui visitar meu avô e... como eu queria uma filmadora ligada gravando aquele momento. Ele começou a falar da sua infância, que começou a trabalhar aos 7 anos, como servente de obras, e que seu patrão não queria deixar que ele fizesse as aulas do catecismo para não se ausentar do trabalho. Contou que o sujeito queria, ele mesmo, ensinar a doutrina para que meu avô não saísse para as aulas. Depois disso começou a recitar versos com maestria. Fiquei impressionada com a capacidade de decorar e interpretar (meu avô podia ter sido artista, acho que meu pé nas artes veio dele)! Já vi muito ator que não consegue fazer nada parecido com o que vi naquela tarde de Natal.

Estou com uma vontade cada vez maior de conhecer mais a história da minha família, de tudo que passaram, dos lugares onde viveram, da imigração para o Brasil, o que motivou, como foi a viagem, como foi a chegada aqui... enfim, TUDO!

Muita vontade de saber e registrar! Quem sabe não consigo?