Páginas

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Guerra e Paz - Eu, Portinari e o Municipal

Terça tive que ir no Centro da Cidade para resolver umas coisinhas. Estava perto demais do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (aberto ao público com os painéis de Portinari) para passar só do lado de fora.

Havia uma fila enorme. Acho que é padrão quando o Theatro se torna mais acessível, como os aniversários de Portas Abertas e os Domingos a R$1,00. Nem pensei duas vezes! "Vai ficar?", disse meu tio que caminhava comingo. "Claro!", respondi. Nem passou por minha cabeça desistir. Diante das filas que já peguei ali, aquela até que estava pequena, nem tinha chegado na rua do anexo ainda (embora já estivesse perto).

Não sabia direito como estavam procedendo. Achava que era só entrar, olhar e sair. Depois descobri que não era assim. Havia uma apresentação toda especial e por isso estavam entrando em grupos de umas 400 pessoas por vez, mais ou menos.

Só entrar no Theatro já é motivo suficiente para me emocionar. Não adianta! Tem algo naquele lugar que não sei explicar. AMO D+! Só que não para por aí...

A produção desta exposição está de parabéns! Conseguiram fazer mais que uma exposição. Eu diria que tornaram cada sessão um espetáculo. O público entra no Theatro e ocupa as poltornas da platéia (os outros setores não são utilizados), chega o mestre de cerimônias (muito simpático e educado) que faz a apresentação e anuncia a exibição de um documentário. Terminado o filme, tem início o que, para mim, foi a mais grata surpresa: começa uma projeção nos próprios painéis. Não vou entrar em detalhes para não estragar a surpresa de quem for até lá, mas posso dizer que assisti boquiaberta, de tão maravilhada que fiquei.

Aqui vai um vídeo com a apresentação completa (caso queiram estragar a surpresa ou realmente não possam ir). Está um pouco escuro, mas dá para ter uma noção:




Em seguida, o visitante pode subir ao palco do Theatro e se aproximar das pinturas, ver de perto e notar detalhes dos painéis, que não vem ao caso descrever aqui. Sugiro que visitem e vejam com seus próprios olhos! ;)



Esta passadinha pelo palco acaba por ser outro momento marcante para várias pessoas. Gera uma certa disputa entre Portinari e o Theatro visto por outro ângulo. As pessoas se viram para a platéia e, diante desta visão inédita para muitos, a expressão mais comum é: "Uau!". É realmente lindo! Eu já tive a oportunidade de contemplar o Theatro deste ângulo, mas foi a primeira vez depois da reforma. LINDO!

Ao fim, o público é convidado a seguir para o Restaurante Assírio, que também está sendo restaurado e cuja restauração pode ser observada ao passar. Uma visita e tanto! A saída é pelo Boulevard que foi feito após a restauração da casa.


Para terminar deixo vocês com este vídeo que encontrei, com imagens da exposição e do Theatro. Achei de uma delicadeza enorme. (Aviso: tem imagens da projeção)



É sério, gente! Visitem! Não vão se arrepender!!

OBS: Quase esqueci... Ponto para os funcionários e seguranças! Estão mais educados e gentis. Não que fossem grossos, mas antigamente eram mais sérios e secos. Desta vez foram mais delicados, simpáticos e amáveis. Espero que continuem assim!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz e Santo Natal para todos!!

Pensei em escrever um texto, mas tem uma poesia, na verdade uma canção que pode refletir um pouco do sentido do Natal. Se mais pessoas prestassem atenção no que diz esta música o mundo poderia ser bem melhor. Aproveitem para refletir sobre suas as atitudes e valores. Se for o caso, mudem! Estamos em uma época ótima para isso!!

Desejo um santo e abençoado NATAL para todos!!!!

Utopia

Composição: Pe. Zezinho

Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar

No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar

Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar

Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar

Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava

E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava

O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Ver papai cantar pra gente

Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente

Correu o tempo
E eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Enquanto muitos não a tem

Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém

Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais

Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.



Neste vídeo tem uma introdução muito boa sobre relacionamento famíliar e TV, depois vem a música.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aventuras em mundos de fantasias

Antes de qualquer coisa vou avisar. O post é sobre filmes, mas não contem spoiler.

Vamos a ele...

Minhas aulas acabaram e eu decidi que precisava começar essas férias me permitindo momentos de diversão dos quais muitas vezes me privei. Volta e meia deixava de ver um filme que eu gostava só porque não conseguia ninguém para ir comigo. Gosto muito de ir ao cinema acompanhada, se for em grupo melhor ainda, mas tem sido cada dia mais difícil acertar gostos e agendas. A gente cresce, começa a trabalhar e fica tão complicado fazer alguma coisa que não seja casa-trabalho-casa durante a semana. Além disso, ainda tem o povo que num gosta dos filmes que a gente quer ver. Aí complica mais!

Essa volta toda foi só para dizer que enfiei na cabeça que ia ver os filmes que queria e fui! Ninguém queria/podia ir comigo... Fui sozinha mesmo! E valeu muito ter ido! Adorei os filmes!

Primeiro vi HP7 - Herry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1)



Não sei se minha opinião conta muito. Ainda não consegui ler nenhum dos livros, mas vi todos os filmes. Este último foi o único que vi no cinema. Achei muito bom! É legal ver os atores crescidos, a história se desenvolvendo, os conflitos, as cenas incríveis, nos lugares incríveis e tudo mais. Muita magia e muitos efeitos especiais. Dá para se sentir um pouco dentro daquele universo todo. Por algumas horas estive com os pesonagens viajando por lugares diferentes, vendo paisagens fabulosas e convivendo com coisas que, para nós, seriam absurdas, mas em um mundo de magia são as mais comuns. E eu me amarro nisso!! =)

Para deixar um gostinho, caso algum dos meus 2 ou 3 leitores ainda não tenha visto o filme, aqui vai um vídeo com o trailer das duas partes...


E aqui o trailer da parte 1, que é a que eu vi...


O único problema que tive foi uma turminha de adolescentes na minha frente que não parava de tagarelar o filme todo. Falta de educação é dose.


Já a outra grande aventura foi As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada

Este eu vi em 3D! Maravilhoso! Também já tinha visto os outros filmes ("O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" e "O Príncipe Caspian"). Neste caso foi um pouco diferente porque estou lendo os livros. Tudo bem que não cheguei no "Peregrino da Alvorada" ainda. Estou no livro que deu origem ao primeiro filme, mas vale lembrar que não se trata do primeiro da série. Há outro antes, no qual tudo começa e muita coisa passa a fazer mais sentido. Ler o comecinho foi bom para saber como Nárnia surgiu, e qual a relação original entre o Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa. Já gostava dos filmes e estou curtindo ainda mais os livros. Eles ajudam a enxergar outras coisas que tinham passado batidas e venho percebendo o quanto podemos encontrar de teologia nessa história fantástica. Isso mesmo! Teologia! Não vou entrar em detalhes para não deixar este post virar spoiler, mas além de toda a magia e encantamento é possível encontrar bastante coisa relacionada à fé e à teologia cristã. Coisas que eu só reparei neste último filme, até porque, em certo momento ficam muito óbvias.

Independente disso, o que me encanta e continua a encantar é a magia. Amo filmes de viagens para outros mundos!!! Gosto de sonhar com esses lugares mágicos, onde tudo é possível, onde animais podem falar, onde crianças sabem lutar com espadas e o encantamento está por toda parte. Sou uma mente sonhadora, não há como negar. E Nárnia é uma terra fantástica, na qual a luta pelo bem conta com a ajuda de quatro crianças, cada uma com suas características complementam-se para juntas defenderem esse lugar especial. Neste último temos apenas dois dos irmãos em Nárnia. Os mais velhos cresceram e a terra mágica já não é mais o lugar deles, embora continuem guardando o lugar na lembrança e no coração. Os mais novos chegam em Nárnia para salvá-la de um grande mal oculto e a pureza dos corações vai ser testada a todo momento. Vejam o trailer desta nova aventura...



Algumas coisas interessantes:

- Descobri, pesquisando para este post que As Crônicas de Nárnia e seu autor inspiraram vários outros autores importantes, até mesmo J.K ROWLING, a escritora de Harry Potter (segundo o blog Conexão Leitura). Não é uma coincidência interessante eu ter visto, quase seguidos,  justamente esses dois filmes que estou comentando aqui?

- Nárnia, de alguma forma, me faz lembrar de um clássico da minha infância pelo qual sempre fui apaixonada: A História Sem Fim. Muitos anos depois descobri que também se tratava de um livro que foi adaptado para filme. Comecei a ler, mas era em .pdf e acabei parando (livros físicos são mais adequados para ler no ônibus, por exemplo. rs). Caso não conheçam sugiro uma olhadinha no trailer do primeiro (também teve continuações no cinema, embora acredito que elas não existam em livros)...


Não sou nenhuma especialista em filmes, só queria partilhar com meus 2 ou 3 leitores um pouco das emoções que senti ultimamente na sala escura (mesmo sozinha - rs). Para completar (por enquanto) minha lista de filmes a assistir falta apenas... A Rede Social (o filme do Facebook). E assim que assistir, voltarei aqui para comentar também.

domingo, 28 de novembro de 2010

Natal chegando

Hoje é o primeiro domingo do Advento. Para os católicos começa agora um tempo de preparação para o grande dia em que comemora-se o nascimento do Menino Jesus. Esse tempo dura 4 semanas e termina com a chegada do Natal.

Como passei esse final de semana em Niterói, acabei assistindo a missa de hoje aqui na N. Sra. das Dores, no Ingá. Curioso! Acho que também passei o 1ª domingo do Advento aqui no ano passado, porque o padre falou quase as mesmas coisas na homilia. Como não estou sempre aqui, acaba marcando mais e lembro bem das sábias palavras dele. Claro que a temática do tempo liturgico favorece. Ele usou os mesmos exemplos e ainda que me parecesse um tanto repetido, isso não fez com que fosse menos relevante. Tudo muito pertinente, tudo que muita gente precisa ser lembrada. NATAL é uma ocasião muito importante e, da mesma forma que nos preparamos para receber uma visita importante, ou para fazer algo que seja importante para nós, mais ainda devemos nos preparar para a chegada do Natal. Preparar a casa? Sim, tudo bem. Mas acima de tudo, preparar o coração para receber o Menino Jesus que vai chegar. Limpar cada cantinho do coração, tirar tudo de ruim, toda a sujeira, que pode haver dentro dele. Porque para o Menino Jesus poder habitar em nosso coração precisamos dele aberto, limpo e cheio de amor.

Muita gente teima em esquecer quem é o verdadeiro dono da festa, o aniversariante, o real motivo desse dia existir. Para aqueles que não são cristãos, tudo bem! Fica o espírito de paz, de fraternidade, amor... Não faz sentido exigir de quem não compartilha da mesma crença que tenham a mesma visão. Para as crianças, sejam cristãs ou não, quem costuma ganhar projeção é o bom velhinho, o problema é quando esse senhor barbudo de roupa vermelha ganha mais atenção de muitos cristãos do que o Menino Deus. Por isso quero partilhar com meus poucos leitores uma imagem que achei na web quando pesquisava ilustrações para este post. Acho perfeita para ensinarmos aos nosso pequeninos quem é a figura realmente importante do Natal (além de ser uma gracinha =P). Vejam abaixo:


E para encerrar, que esse post já está grande demais, convido vocês para uma reflexão: já pararam para pensar na imensidão do amor que devia existir na família de Nazaré? Às vezes me pego pensando em como deve ter sido aquela noite. Chego a quase sentir um pouco do amor que devia reinar naquele local. Maria e José devem ter sentido algo inexplicável quando tomaram nos braços aquele bebêzinho tão pequenino e frágil, que estava sob os cuidados deles. Se o amor de mãe e de pai já é uma coisa que alarga o coração, que preenche todos os espaços, imagino quando o filho em questão é nada mais, nada menos que o próprio Cristo Jesus. Olho para figuras como esta e fico me imaginando lá, vendo essa cena ao vivo.


Espero que todos vocês possam preparar bem os corações para o Natal e viver esse tempo tão especial com amor, paz, respeito pelo outros, fé e esperança em um mundo melhor.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

3ª Feira Cultural de Saquarema

Lamentei não ter levado a máquina. Durante os dias 13 e 14 de novembro aconteceu um evento cultural em Saquarema que, confesso, não me inspirava grande empolgação. Ok! Quebrei a cara. Não vou dizer que foi perfeito ou algo assim, mas justiça seja feita, esta 3ª edição superou minhas expectativas e demonstrou que estão trabalhando para trilhar o caminho certo.

No meu ponto de vista, ainda precisam melhorar muito, fazer do evento mais que uma vitrine, um espaço de troca e reflexão. Coisas que vejo surgirem com o tempo e que podem vir a acontecer num futuro.

Infelizmente não pude acompanhar tudinho, tudinho, mas gostei do que vi. Muitas pessoas envolvidas, exposições, apresentações de música, dança, poesia. Senti falta do teatro (nos momentos que estive presente não vi uma apresentação sequer).

Foi muito bom ver os colégios envolvidos e é melhor ainda saber que para se apresentarem foi preciso, certamente, preparar tudo, pensar e viver cultura e arte durante uma boa parte do ano. Outra coisa boa foi ver as pessoas participarem de tudo, assistirem, interagirem. O espaço quase nunca esteve vazio e o público não ficava apético, embora demonstrasse uma certa timidez de vez em quando.

Uma das coisas que mais me encantou foi o Projeto Primeiro Passo. Como eu ainda não conhecia esse projeto? Foram várias apresentações de dança, com turminhas que iam desde pequerruchos fofos até bailarinas com sapatilhas de ponta. E c/ que alegria aquela molecada bailava! Não tinham figurinos (apenas a camiseta do projeto) e isso não importava. Importante mesmo era executar os passinhos. Pezinhos que aprenderam a caminhar nem faz tanto tempo, já se arriscavam a saltinhos e pontinhas do pé. LINDO mesmo!

Notei uma ou outra menina com o porte de bailarina profissional e temo pelo futuro delas. Dá uma dor no coração pensar que talentos assim podem ficar perdidos aqui sem chances de desenvolvimento, sem poderem ganhar o mundo. Vi também um menino que é um artista completo. Não consigo lembrar o nome dele, mas o garoto deu show no ballet clássico, dançou axé e ainda tirou onda cantando (que voz!) e interpretando diante da platéia e dos amigos que curtiam e brincavam com ele.

Mas nem tudo são flores e, como disse, ainda precisam melhorar em vários aspectos. Para a produção cultural e artística de Saquarema crescer, a população precisa ter mais contato com outras produções e outras manifestações artísticas. Senão, cada feira vai ser mais do mesmo. Não estou menosprezando a capacidade criativa das pessoas, mas, para criar coisas novas, é saudável ter contato com... coisas novas (rs). Por isso eu acredito que seria legal ter outros artistas e outras apresentações além das locais. Sei lá! Chamar um grupo de dança ou um coral de fora para interagir com a prata da casa, dar aos meninos a oportunidade de estar perto de profissionais que eles admirem e ao público a chance de fruir coisas diferentes.

Minha implicância maior ainda é com o deslie de "roupas recicladas" e o concurso Garoto e Garota Estudantil. Assim, eu sei e Priscila Ramos (do Canto Cult e do Moda Clipe) não me deixa esquecer, que MODA também é CULTURA, mas ainda me questiono sobre a relevância cultural desse desfile. Compreendo o trabalho que é projetar e fazer roupas com sacos, plásticos, garrafas pet, anéis de lata e tudo mais, não quero desmerecer as pessoas que batalharam tanto nisso, mas repito que me questiono sobre a relevância cultural e a justificativa para esse tipo de ação. Tantas outras coisas poderiam ser feitas no lugar desse concurso/desfile.

E para encerrar as críticas vamos ao vocabulário. Genteeee, se a idéia é melhorar a educação e a cultura da cidade como podem chegar no palco e sair comendo "S" nos plurais, escorregar nas concordâncias e mergulhar num gerundismo irritante. Sério! Chegou uma hora que eu estava quase tendo um treco! "Nós vamos estar apresentando", "Vocês podem estar se organizando", "Eles vão estar fazendo" e por aí vai. NÃO! Isso é o tipo de coisa que a gente NÃO deve falar. Muito menos tantas vezes seguidas. Assim como estou até agora irritada com a expressão "Cultura Carnavalesca". Outra coisa que me causou um estranhamento terrível. Assim, me corrijam se eu estiver errada... O carnaval é uma data festiva que faz parte do nosso calendário e se tornou uma expressão cultural. Carnaval enquanto cultura, ok! Cultura Carnavalesca? Hummm, talvez seja só implicancia minha, mas ainda soa estranho. Para vocês não?

O importante é que a Feira Cultural rolou e espero que outras atividades do tipo continuem acontecendo por aqui cada vez mais e com complexidade cada vez maior. Espero, de verdade, que não pare po aí. Que durante o ano de 2011 muitas atividades sejam realizadas e que não se resumam a micaretas e festas do tipo.

Vida longa para a CULTURA em Saquarema.