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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Olha 2012 chegando aí, gente!

"Mais um ano vai, outro ano vem..."  - Quem lembra desse jingle? Eu tenho uma certa fixação por comerciais. rs

Propagandas a parte, vim falar do fim do ano. Sei que pode parecer meio clichê, mas acho que esse tipo de festividade tem certos efeitos um tanto padronizados em nossas consciências. Encerrar um ano me faz olhar para ele, mirar o que passou, os momentos que vivi, o que foi bom e o que não foi. E 2011 foi um ano tão cheio, intenso, surpreendente. Provou para mim a importância do planejamento. Gente, eu fui para a JMJ em Madrid!!!!!! Esse foi o auge do ano e trouxe desejos novos para 2012.

Na viagem para a JMJ pude visitar um pouco do país de onde meus pais vieram (Portugal) e fiquei louca de vontade de voltar lá, dessa vez com eles. Se tudo der certo, um dia nós iremos. Talvez em breve. E essa coisa toda, junto com as aulas de Memória no PPGCOM, me levaram a começar pequenas incursões na história da minha família. Conversas com minha mãe, meu pai, tios e meu avô estão me levando a conhecer fatos, lugares e pessoas que, na verdade, constiuem a minha própria história, são as minhas origens, de onde venho. Por muito tempo ouvi histórias assim e, apesar de sempre achar interessante, não sentia tanta necessidade de registrar, de saber mais, talvez por não perceber que se perderiam com a partida daqueles que as contam.

Domingo, dia de Natal, fui visitar meu avô e... como eu queria uma filmadora ligada gravando aquele momento. Ele começou a falar da sua infância, que começou a trabalhar aos 7 anos, como servente de obras, e que seu patrão não queria deixar que ele fizesse as aulas do catecismo para não se ausentar do trabalho. Contou que o sujeito queria, ele mesmo, ensinar a doutrina para que meu avô não saísse para as aulas. Depois disso começou a recitar versos com maestria. Fiquei impressionada com a capacidade de decorar e interpretar (meu avô podia ter sido artista, acho que meu pé nas artes veio dele)! Já vi muito ator que não consegue fazer nada parecido com o que vi naquela tarde de Natal.

Estou com uma vontade cada vez maior de conhecer mais a história da minha família, de tudo que passaram, dos lugares onde viveram, da imigração para o Brasil, o que motivou, como foi a viagem, como foi a chegada aqui... enfim, TUDO!

Muita vontade de saber e registrar! Quem sabe não consigo?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Arariboia Cine


Ontem tive a alegria de ver, mais uma vez, o sucesso e o crescimento de um projeto do qual sou fã de carteirinha. Falo do Araribóia Cine, Festival de cinema que acontece em Niterói e chegou agora em sua décima edição.

É tão bom saber que faço parte dessa história! Tive a alegria de estar na equipe de monitores do III Araribóia Cine. Foi meu segundo trabalho na áera de Produção Cultural, quando eu ainda engatinhava na graduação da UFF. Tempo bom! rs

Os anos foram passando e eu continuei a acompanhar o Festival. Não estava mais como membro da equipe, mas permanecia por perto, agora como público. Nos primeiros anos freqüentava as sessões com muita assiduidade. Hoje a vida já não me permite acompanhar tão de perto, mas faço questão de assistir, pelo menos, uma sessão. Sempre dou um jeito de aparecer, mesmo que rapidinho, em todas as edições.

É sempre muito bom, porque encontro pessoas queridas, vejo bons filmes, reflito sobre a temática e  volto para casa com coisas novas na cabeça que, muitas vezes, vou levar para a vida.

Ver o Araribóia Cine crescer e se associar a outras ótimas idéias como, Som da UFF, NAVE, e Caminhão Cine SESC, dentre outras, me deixa ainda mais orgulhosa e feliz. A sessão e a mesa de ontem foram ótimas! Gostei dos clipes e gostei mais ainda da mesa com Ariane (UFF / Clipestesia) e Thaiana (SEC-RJ) que levantaram boas questões sobre o mercado, a dinâmica e o mundo "videocliptico" na sua relação com as mídias, principalmente a internet. Não domino o assunto, mas como interessada que sou, já pude sair de lá pensando em uma série de questões.

Desejo muito sucesso para minha querida Tetê (idealizadora do projeto e professora que deixou marcas mais que positivas na minha trajetória) e para as amigas Ohana e Elaine que fazem um excelente trabalho junto com toda a equipe Araribóia Cine!

Parabéns pela 10ª edição do Festival!!

E que venham muitas outras por aí!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

Mas tu vem e segue-me...

Ontem foi a missa de posse do novo pároco da minha paróquia (Nossa Senhora de Nazareth – Saquarema – RJ) e eu pude ver mais uma vez esta cerimônia tão bonita. No exato momento em que D. Alano conduzia o rito, meu coração se encheu de alegria por ser católica. Ficava imaginando aquele ritual mantido durante anos, desde os primeiros cristãos até hoje... É tão bonito!

Não foi a minha primeira vez em uma cerimônia como esta, afinal, já é a terceira mudança de pároco que vejo e o quarto sacerdote que tenho como pároco na minha caminhada. Sei o quanto é difícil viver essas trocas, principalmente na primeira vez. Lembro até hoje como fiquei triste com a partida do Padre Ademar, meu primeiro padre, aquele que me formou, meu primeiro confessor, as mãos que levaram Jesus a ser um comigo pela primeira vez, aquele que me deixava toda boba quando chamava de florzinha, que esteve presente na minha Crisma, no começo da minha caminhada de GJAC... Simplesmente não tem como esquecer uma pessoa que se torna como um PAI na vida espiritual.

E ontem ele estava lá. Sempre fico boba quando o vejo. Olho com grande ternura e admiração para aquele homem e me lembro de tantas coisas, das brincadeiras, das broncas... É porque Padre também tem o difícil papel de puxar nossas orelhas quando necessário, mas no caso deles é ainda mais complicado, pois precisam encontrar a medida certa para fazer isso com firmeza, mas sem perder a docilidade.

Claro que terminada a Missa fui logo procurá-lo para pedir um abraço. Aquele abraço de Pai. Tão bom, que enche o coração e a alma. Que saudades eu sentia daquele abraço!

Depois foi a hora de esperar para falar com o novo pároco... Padre Mário é um velho amigo, trabalhou conosco há muitos anos atrás, quando ainda era seminarista. Será que se lembraria de mim? Só esperando para saber. E foi o que fiz. Quando finalmente consegui chegar diante dele... “Você é daqui!” “Então, lembra de mim?” “Lembro! Claro que lembro sim!”. Ah! Não vou negar que fiquei toda boba. Ele lembrava inclusive das coisas que ajudou o GJAC a fazer. Não preciso dizer o quanto isso me deixou feliz.

Sentia uma alegria durante a celebração. Olhava para aquele sacerdote no altar e lembrava do seminarista que caminhou conosco. Batia um orgulhinho por ter participado da formação dele. Agora é esperar pelo dia em que poderemos conversar mais calmamente, já que ontem foi um dia muito cheio que impedia qualquer papo prolongado.

Que Deus abençoe cada sacerdote que já passou por nossa paróquia! E também aqueles que ainda vão passar! AMÉM.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Viver não é Ficção

Andei fazendo umas faxinas no meu PC e encontrei alguns textos do meu antigo blog e resolvi dividir com vocês essa aqui. Pode ser que um dos meus dois ou três leitores já tenha visto, mas como diz o ditado (se é que isso é um ditado): "Recordar é viver!"

Espero que gostem e comentem, claro!! rs

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Viver não é Ficção

Certas vezes somos impelidos a tentar olhar a vida da mesma forma como lemos um livro, vemos um filme, ou mais um capítulo de novela (até mesmo o último da trama). Diante de uma dificuldade ou ao buscar uma conquista, temos a sensação de que vai chegar uma hora em que encontraremos a solução ou alcançaremos o objetivo desejado e, neste momento, chegaremos ao ápice da história... Acontece que não é bem assim que as coisas funcionam. Criamos nossos sonhos e, quando conquistamos, surgem outros. Lutamos para resolver algo e, depois de tudo resolvido (não importa se da forma desejada ou não), já temos uma série de outros assuntos invadindo nossas mentes e nossas atitudes.

Os personagens de um livro, filme ou uma novela, vivem seus "dramas" durante um tempo e ao final da obra temos o clássico "Todos viveram felizes pra sempre". Não importa aqui a felicidade ou não, o que está em questão é que a história daqueles personagens simplesmente acaba e ponto final. Na nossa vida isso não existe! A inconstância é eterna, o processo não acaba nunca. A cada vez que pensamos "Agora acabou", mal percebemos que está tudo apenas recomeçando. Pode ser de outro jeito, com outra cara, outras características... Mas a VIDA segue, se transforma, se renova. A Roda Viva da história de cada um de nós continua a fluir e se desenrolar a cada instante. Como é bom se dar conta de que "A vida é viva!". Sei que a frase parece um tanto óbvia, como "subir para cima" e "descer para baixo", mas é um fato incontestável, viver é provar essa eterna continuidade o tempo todo, é estar sempre em movimento, é ter auges, quedas e auges novamente, é não parar nunca de aprender, sonhar, mudar. Viver é tropecar e saber levantar, mas consciente de que, uma vez reerguido, a caminhada continua, não dá para ficar em pé, parado e fim.

Na ficção vivemos junto com os personagens uma série de dramas que sabemos, mesmo que inconscientemente, serão resolvidos até o final da trama. A maioria dos personagens não morre, mas suas histórias chegam ao fim e só poderão continuar no imaginário do autor ou das pessoas que os acompanharam. Na VIDA, o fim não chega nem com a morte, porque além de nossas histórias continuarem nas pessoas que nos rodeavam em vida, temos (pelo menos para quem acredita) a eternidade a nossa espera. E a vida vai continuando... Pode ser de um jeito diferente que ainda não conhecemos, mas ela continua.

Não sei se essa sensação que descrevi é comum a todos, sei apenas que certas vezes me pego "viajando" nessa situação... "Ah!... Consegui! Cheguei! Acabou!... Não! Tem mais, mais e mais!". Constato novamente que a VIDA vai continuar e isso ninguém muda. Que bom!!! =D

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sem Título


A página em branco. Sempre ela. Não sei quantas pessoas já passaram pela terrível visão da página em branco. Esta visão simples e ao mesmo tempo complexa. É um paradoxo perfeito. Todas as possibilidades e... Como começar? Por onde começar? A primeira letra, a primeira palavra... Angústia! E a página continua em branco. Olho para ela. Penso. As possibilidades se exibem pelo pensamento e a loteria que vai definir a primeira sílaba demora a acontecer. Idéias, teorias... Em que ordem? De que jeito? Tudo se descortina e nada se concretiza de fato. Ela permanece em branco.

Curioso como a liberdade que a página em branco oferece, ao mesmo tempo, tolhe, coíbe, reprime. Ela está em branco para receber qualquer coisa, mas quem vai manchá-la por primeiro, nem sempre pode pôr qualquer coisa nela. E assim, por mais aberta que esteja, a página em branco nada mais é que o maior desafio daquele que está do outro lado.

* Uma homenagem a @afonsoalbuq
Afinal foi por causa dele que esse texto surgiu. rs